04 maio 2009

brecholando

hoje eu vou me permitir fazer um post mais espontâneo, aproveitando uma situação que vivi com uma parente, que me fez uma recente visita em São Paulo. certa de que ela ia apreciar, levei-a à tradicional "feira de antiguidades do MASP". trata-se de um comércio que acontece nas manhãs e tardes de domingo, no vão livre do prédio do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, e que vende "coisas antigas" - desde livros e objetos de uso pessoal, até os mais diversos ornamentos para a casa.

a "feira de antiguidades do MASP" é uma das opções
em São Paulo, para quem gosta de "brecholar"
(assim como a "feirinha da Benedito Calixto" e a "do Bexiga").
sua característica é a de que as peças já estão bastante
selecionadas e, por isso, nem sempre possuem um preço baixo.
de qualquer modo, sempre há algumas "boas oportunidades",
além de valer o passeio e a apreciação dos objetos

logo de início encontramos uma linda bolsinha de mão, prateada, com uma armação de metal enfeitada com flores e com um preço bem interessante. nem eu, nem ela, duvidamos sobre a boa oportunidade, quando ela fez sua primeira aquisição. mais à frente, porém, ela me disse: "olha! não reparei que está com essa manchinha!"

um pouco depois ela achou um charme de brinco. ele era comprido, ideal para um vestido que vai usar num próximo casamento e que exige, como complementos, brincos longos e/ou pulseira - que distribuam a atenção concentrada no tronco, onde está o forte da roupa. ela pediu minha opinião, assim como de sua mãe. ambas gostamos, mas prosseguimos nossa caminhada, enquanto ela decidia na barraca. um pouco depois, ao nos reencontrarmos, ela pediu que voltássemos juntas para concluir a compra, mas o brinco já tinha sido vendido para outra pessoa, o que a deixou chateada.

Alix, do blog www.thecherryblossomgirl.com,
é encantada por peças antigas

o que quero apontar com esse exemplo é que quando compramos uma peça antiga, "de brechó", estamos adquirindo uma peça que, em geral, já foi usada e que tem uma idade e, portanto, suas marcas. essas, desde que não comprometam a estrutura da peça, ou seja, desde que não sejam estragos, não são necessariamente defeitos, mas traços do tempo - pelo menos, é assim que eu vejo.

dito de outro modo, posso brincar que olhar as marcas de uma peça é mais ou menos como olhar as rugas da pele. haverão aqueles que demandarão um botox e aqueles que pensarão: "faz parte do processo". cabe então saber o que é valor para você e, no caso da minha parente, um esclarecimento de que ao desejar uma peça antiga está sujeita a encontrar nelas algumas marcas da passagem do tempo.

os sapatos fotografados para o www.thecherryblossomgirl.com
trazem as marcas do tempo

o outro ponto é que peças antigas são, na maioria das vezes, peças raras, difíceis de achar, e, em alguns casos, "quase únicas". isso acrescenta valor à peça, ao mesmo tempo que exige de nós uma esperteza para não perder uma boa chance - aquela que alia, na peça a ser adquirida, um bom estado e um preço justo.

logo, é bom realçar que a peça antiga tem essas duas importantes características: apresenta marcas do tempo e, uma vez rara, é capaz de acrescentar muito personalidade ao look.

para alguns, as peças antigas - raras e marcadas - são belas

sei que minha parente, que gosta de "brecholar", ficou um pouco confusa ali no MASP, diante das várias possibilidades que aquela feira apresentava-lhe, pela primeira vez. de volta à casa, ela mesma deve avaliar se fez boas compras e o que considerar numa próxima ocasião.

5 comentários:

  1. adoro antiguidades... e tudo q é vintage me agrada, principalmente em roupas e acessórios, pena q aki ond eu moro ñ tenha muitos lugares assim...
    há apenas " troca tudo " q as vezes possui antiguidads... sabe q uma vez comprei uma cadeira d uma senhora pq estava louca pra comprar uma vintage e ñ achava aki do tipo q eu qria
    o proprietário do troca tudo quem me a indicou a senhora e estou feliz com a compra até hoj
    bjuxx :)

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  2. Toda vez que vou a Sampa "brecholo" muito! Aproveito a oferta que não tenho aqui onde eu vivo! É tão bom... :~)

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  3. Pois é meninas! Eu diria que aqui em Sampa, a "cultura de brechó" já é forte. Ao que parece, contudo, a tendência é crescer pelo mundo afora. Afinal, as pessoas estão mais críticas sobre o aproveitamento das coisas e descobrem referências de agora em peças antigas (dois dos vários argumentos possíveis para entender esse comportamento "brecholento"). De todo modo, vale descobrir onde estão as peças antigas nas cidades menores e aí vale buscar num "troca tudo" ou "topa tudo" (como se diz em Belo Horizonte), vale escarafunchar - com a devida licença - a mala de roupas dos bailes (em Pará de Minas, "baile dos barangos"), vale ir na casa das vovós e dizer que tem interesse em comprar peças antigas.
    Beijos e "boas oportunidades" para vocês!

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  4. Eu acho que "brecholar" é um dom!!! Tem gente que nasce com isso. E quem não tem esse dom - meu caso! - tem que ir a esses lugares sempre bem acompanhada!!!
    beijos
    Cris

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